Inovação no varejo: 5 tendências impulsionadas pela aceleração digital

Por Mercado&Consumo em 16 de Junho.

Passado um ano e meio do início da pandemia de Covid-19, a consolidação do comércio eletrônico é certa e já foi comprovada por várias pesquisas. Mas a emergência sanitária também serviu para apontar algumas tendências para o varejo físico quando se fala em inovação. A oferta de novos serviços e a garantia de conveniência e segurança para os clientes são algumas delas.

“Essas transformações têm contribuído de certa forma com a aceleração digital nos pontos de venda também”, afirma o fundador e CEO da plataforma Sled, explica Anderson Locatelli. Ele lista cinco das principais tendências em andamento no comércio.

  • Digitalização do troco
    Com o maior receio em manusear dinheiro em espécie, em moedas ou cédulas, o troco digital virou uma alternativa com maior segurança sanitária para os consumidores, que podem fazer a opção após o operador fechar a venda em locais que oferecem o serviço. Para o varejista, a inovação evita a falta de troco e diminui a necessidade de fazer sangrias de caixa, aquele momento em que o operador interrompe o seu trabalho para contar as cédulas, gerando filas indesejadas para os clientes e vulnerabilidade para a segurança de todos. “O troco digitalizado permite o estabelecimento creditar o dinheiro direto no CPF do consumidor, mesmo daqueles que não possuem contas bancárias. Ele só precisa baixar um aplicativo para usar ou transferir o valor quando desejar”, explica Locatelli.
  • Saque no varejo
    Com a constante diminuição no número de caixas eletrônicos e de agências bancárias pelo País, soluções de saque no varejo, por meio de cartões de débito ou pré-pago nos caixas dos pontos de venda, são bem-vindas. “A grande inovação é conseguir oferecer esse serviço sem que o cliente precise comprar nada em troca ou pagar pela operação”, aponta Locatelli. Segundo ele, a tendência é de que as lojas não sejam apenas locais de compras, mas hubs de conveniência com um mix variado de produtos e novos serviços como o saque. “Essa solução vai ajudar muito as pessoas que vivem mais afastadas dos grandes centros, que são as que geralmente não têm um caixa eletrônico por perto”, avalia o CEO da Sled.
  • Pix como meio de pagamento
    Apesar de a adesão ainda ser baixa, o uso do Pix como meio de pagamento começa a crescer. Para o consumidor, o sistema pode trazer maior rapidez para confirmar a compra. Para o varejista, é a forma de pagamento mais barata por conta da taxa menor se comparada com os cartões de crédito e débito. Além disso, o recebimento ocorre no ato. “Assim como a aproximação, o Pix deve ser uma das grandes tendências do varejo a partir de um movimento cada vez maior de lojas disponibilizando essa novidade aos clientes”, prevê Locatelli.
  • Compras personalizadas
    Com o aumento do uso de novos canais de atendimento, como aplicativos de mensagens e aplicativos de entregas, muitos pontos de venda estão apostando na criação da figura do personal shopper, profissional disponível nos estabelecimentos para receber os pedidos e personalizar as compras, de acordo com os gostos dos consumidores. Por meio deste profissional, o cliente recebe informações mais precisas dos produtos desejados e tem maior agilidade na hora de escolher. Para o fundador da Sled, a inovação trazida pela figura do personal shopper está na permissão de que os consumidores escolham os produtos com mais assertividade, sem precisar se deslocar até as lojas.
  • Doação do troco digital
    Dentro de algumas soluções que oferecem o troco digital, já é possível selecionar a opção de doação do troco. Nesses casos, em vez de receber o montante no CPF, o consumidor escolhe alguma instituição filantrópica para a qual quer contribuir dentro de uma lista de ONGs cadastradas no sistema integrado ao caixa. Para Locatelli, o serviço é uma opção transparente e acessível, uma vez que a doação tem origem no CPF do cliente, eliminando custos tributários para o varejista e permitindo que o valor seja creditado instantaneamente na conta da entidade beneficiada. “É uma maneira de consumidores e lojistas contribuírem sistematicamente com causas de impacto social”, completa Locatelli.

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