PIX Saque e PIX Troco: quais os benefícios para o varejista e como o meio de pagamento deve avançar no comércio

Após completar um ano em funcionamento no país, o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central, vai implantar duas novas modalidades a partir de 29 de novembro: o PIX Saque, que permite o cliente sacar dinheiro em espécie nos estabelecimentos comerciais credenciados, e o PIX Troco, que também permitirá o saque em forma de troco após a realização de uma compra ou prestação de serviço. 

As novas modalidades devem fortalecer o uso do meio de pagamento instantâneo no comércio varejista, que ainda enfrenta algumas dificuldades de adoção no recebimento pelo PIX, apesar de a oferta de tecnologia ser ampla a partir das desenvolvedoras de software de meios de pagamento e de integração. Hoje, cerca de 16% do número de transações são entre pessoas e empresas (P2B), representando apenas 10% dos valores transacionados,  segundo estatísticas do Banco Central. 

“Com certeza, o PIX Saque e o PIX Troco irão fomentar o uso do PIX entre os comerciantes. O maior problema da falta de adesão não está na tecnologia, mas na transação financeira do negócio. “Os bancos tradicionais estão cobrando altas taxas por transação para as empresas, visando não perder a receita hoje existente nos pagamentos com cartões de débito e encarecendo com isso a recepção do PIX no varejo por parte dos comerciantes”, afirmou Edgard de Castro, vice-presidente de Relações Institucionais da AFRAC (Associação Brasileira de Automação para o Comércio). 

Pelas regras do Banco Central, as pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs) estão isentos de taxas. No entanto, se receberem mais de 30 PIX por mês, a atividade se configura como atividade comercial e poderá ter cobrança a partir da 31ª operação. 

De acordo com a Associação Brasileira de Automação para o Comércio, para baixar o custo desse tipo de cobrança os proprietários dos estabelecimentos comerciais devem se utilizar de alternativas, como contas em Instituições de pagamento / bancos digitais, que, na maioria das vezes, têm isentado esse tipo de cobrança de pessoas jurídicas. É sem dúvida uma forma de pressão para as instituições financeiras tradicionais, visando a adequação dos valores dessas taxas. Como informação, em muitos casos a taxa hoje cobrada chega a ser igual ou maior do que as taxas cobradas nos cartões de débito. 

Benefícios para o varejo

Com a chegada do PIX Saque e do PIX Troco os estabelecimentos comerciais que aderirem a essas novas transações passarão a ser pontos de conveniência, já que os saques poderão ser feitos em diversos locais como padarias, lojas de departamentos, postos de combustíveis, supermercados, entre outros. 

Com isso as empresas terão a oportunidade de poder atrair novos clientes, baixar o custo de logística de coleta / depósito de dinheiro e também de receber um valor por transação efetuada.

“Em caso de saque ou troco os estabelecimentos irão receber um pequeno valor pela transação efetuada” declarou Edgard. 

Segundo o BC, para o comércio que disponibilizar o serviço, as operações do PIX Saque e do PIX Troco representarão o recebimento de uma tarifa que pode variar de R$ 0,25 a R$ 0,95 por transação. O pagamento será feito pela instituição financeira onde o usuário que fizer o saque tem conta. Os clientes podem fazer até oito operações de PIX Saque ou PIX Troco gratuitas por mês. 

Outra vantagem é a segurança e a diminuição de custos com menor quantidade de dinheiro vivo em caixa. Grandes varejistas, como supermercados e postos de combustíveis costumam receber volumes vultosos em dinheiro e precisam contratar carros-fortes para transportar os valores até o banco. Com a possibilidade de fornecer dinheiro aos clientes, o risco de ter grande volume de dinheiro em caso de assalto diminui. Além disso, os valores transportados por empresas de segurança também serão menores e, possivelmente, em menos viagens. 

Como deve ser a adesão?

O estabelecimento que optar pela adesão do PIX Saque e Troco deve informar sua instituição financeira, que irá comunicar o Banco Central. Para o comércio que já aceita o PIX atualmente, basta realizar um pequeno ajuste contratual. 

O limite máximo das transações do PIX Saque e do PIX Troco será de R$ 500 durante o dia e de R$ 100 à noite, entre 20h e 6h. No entanto, os estabelecimentos terão autonomia para ofertarem limites menores, se preferirem, mas devem informar os valores às instituições financeiras. 

Após aderir à nova modalidade de transação, os pontos de comércio poderão ser rastreados pelos clientes através de aplicativos que irão informar onde o serviço está disponível, inclusive se utilizando de novas tecnologias, como geolocalização. 

Com os novos serviços, a população terá novas opções de acesso ao dinheiro físico, pois os saques poderão ser feitos em diversos locais e não apenas em bancos ou caixas eletrônicos.

Por: Assessoria AFRAC.

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